quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Um Péssimo Ano para a Cura do HIV?

O site  americano The Body Pro fez uma enquente com 10 importantes estudiosos de HIV/AIDS no intuito de saber o que eles achavam sobre 2014 em termos de avanços para a cura.

Confira as respostas em:  http://www.thebodypro.com/content/74961/a-bad-year-for-hiv-cure-research-experts-mix-reali.html

Obs. Embora a maioria não é animadora, prefiro acreditar nas respostas dos últimos entrevistados (sim, eu acredito que vamos chegar lá!)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Estudo piloto do Dr. Ostrowski: Vacina terapêutica contra HIV para soropositivos tratados precocemente

O estudo piloto como prova de conceito (CTNPT 020) vai testar uma vacina de DNA terapêutico entregue via eletroporação (um pulso elétrico) com o objetivo de levar a uma diminuição dos reservatórios virais do HIV e a reconstrução imunológica.

Os pesquisadores do estudo irão testa-la em soropositivos que iniciaram a terapia anti-retroviral no prazo de 6 meses do resultado de reagente para o HIV, a fim de avaliar o impacto da vacina em pessoas que têm  reservatório do vírus relativamente baixo.

Este estudo vai ajudar os pesquisadores a determinar se o regime de vacinação proposto deve ser levado a um ensaio de eficácia maior, que incorporaria as interrupções de tratamento, ou se esquemas vacinais mais intensivos devem ser testados.

Os pesquisadores também vão coletar questões relacionadas ao recrutamento qualitativo de dados e experiência para avaliar a viabilidade de testes maiores de vacinas desta natureza.

Mais informações em:

http://www.hivnet.ubc.ca/home/

https://www.youtube.com/watch?v=Zyt8zCfmqCw

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Terapia genética pode ser chave para cura do HIV

Imunoterapia inovadora oferece uma nova e promissora estratégia para combater o HIV, tornando possível aos soropositivos suprimir o vírus, mesmo após a interrupção do tratamento medicamentoso.

A biofarmacêutica Argos Therapeutics apresentou os resultados de ensaios clínicos para a terapia AGS-004 no início deste ano na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas, em Boston. A empresa relata que alguns participantes do estudo passaram meses sem medicação e permaneceram indetectáveis.

AGS-004 imuniza o paciente para o HIV por induzir o sistema imunitário a gerar células T de memória anti-VIH, pois essas células podem persistir a longo prazo e o sistema imunológico é capaz de segurar carga viral por longos períodos. 

A idéia por trás do tratamento pioneiro é o de estabelecer uma resposta imune "que tem algum poder de permanência e que pode se auto-persistir com a esperança de ter um benefício clínico por mais tempo", diz Charles Nicolette, Ph.D., diretor científico da Argos Therapeutics e vice- presidente de pesquisa e desenvolvimento.

A pesquisa Argos oferece razão para otimismo. Durante os ensaios clínicos de Fase IIa, os pesquisadores pararam a terapia antirretroviral em pacientes com HIV, durante 12 semanas. Com a ajuda da AGS-004, cerca de 70% dos pacientes desenvolveu uma resposta imunitária que lhes permitiu manter cargas virais indetectáveis ​​durante longos períodos de tempo.

Além disso, um estudo separado por David Margolis e sua equipe da Universidade da Carolina do Norte, com foco em pacientes com infecção aguda pelo HIV, produziu resultados ainda mais promissores. Quando administrado a seis doentes que tinham começado o tratamento antiretroviral no prazo de 45 dias de infecção primária pelo HIV, AGS-004 foi capaz de induzir respostas imunes em todos os pacientes, um dos quais manteve controle viral, enquanto em tratamento, há quase nove meses. 

Estes resultados indicam que um indivíduo saudável é, de um ponto de vista imunológico, o mais provável a gerar resposta desejada contra o vírus após a terapia AGS-004.

Os pesquisadores dizem que AGS-004 é eficaz porque, ao contrário de outras terapias, é personalizado. Pessoas com HIV podem ter infecções descontroladamente diferentes. "O HIV persiste tão bem e é tão eficaz devido à sua alta freqüência de mutação", observa Nicolette. "Por ser alterado de forma contínua, a diversidade de espécies virais, que existe num paciente que tenha sido infectado por um longo período de tempo, é enorme. Nós queríamos fazer a pergunta: se combinarmos imunoterapia com as próprias mutações virais específicas do paciente, podemos mediar algum benefício clínico?"

A terapia envolve a tomada de uma pequena amostra de plasma sanguíneo de um paciente e as células dendríticas, que são capazes de ativar as células T. A amostra é utilizada para isolar o material genético que representa a infecção do paciente e, em seguida, programar as células dendríticas para atingir antigénios ou geradores de anticorpos. Estas células são, em seguida, misturadas com o plasma e injetadas no paciente, com a expectativa de que elas vão tornar as células T propícias a combater uma versão particular do vírus do paciente.

A Argos vai dar continuidade em ensaios clínicos, sendo um deles previsto para acontecer junto a jovens com HIV que estão em terapia anti-retroviral desde o nascimento. Outro estudo em andamento visa erradicar o vírus em pacientes usando AGS-004, em conjunto com a terapia antilatente, que tem como alvo o HIV dormente no corpo.

Mas o métedo é uma cura? "Obviamente ainda é muito cedo para afirmar", diz Nicolette. "Mas mesmo um sucesso parcial em mostrar a diminuição do número de células infectadas de forma latente em pacientes, seria um passo em uma direção positiva."


Fonte: http://www.hivplusmag.com/treatment/research-breakthroughs/2014/09/04/gene-therapy-may-hold-key-hiv-cure-if-government-allows-

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

ENCONTRADO MAIS UM POTENTE ANTI-CORPO ANTI-HIV

O anti-corpo  descoberto pelo estudo dos autores Mark Connors e Jinghe Huang, ambos do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas,NIAID, é excepcionalmente potente na neutralização de uma ampla gama de estirpes do HIV. É o sétimo ponto fraco do HIV encontrado até agora e o terceiro descoberto este ano.

Chamado 35O22, o anticorpo impede 62% das cepas de HIV de infectar as células, conforme testes em laboratório.
Além disso, os anticorpos neutralizantes semelhantes ao 35O22 são bastante comuns entre pessoas HIV-positivas, indicando que eles são relativamente fáceis de desenvolver. Isto aumenta a probabilidade de que tais anticorpos podem ser induzidos por vacinação.
Confira nos links:

Louis Picker recebe US$25 millhoes da Fundação Gates para pesquisa de vacina anti-HIV

Confira no link:

http://www.oregonlive.com/health/index.ssf/2014/09/oregon_health_science_universi_31.html~

Essa é a vacina que em 2013 curou metade dos macacos infectados com a versão símia do HIV.

O pesquisador acha bastante provável que a versão humana da vacina vai conseguir resultados semelhantes. 

Se for bem sucedido, a vacina estaria  disponível comercialmente em 2024.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Atualização de Pesquisas

Confira no link da T.A.G a mais recente atualização das pesquisas de vacinas, novas TARVs, entre outros assuntos:

http://www.treatmentactiongroup.org/cure/trials

Interessante perceber a quantidade de vacinas terapêuticas que estão na fase II. 

Todos na torcida para que alguma delas prossiga para fase III!

Ecos de Melbourne

Nesta quinta-feira (4 de setembro) às 14h, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde realiza o Ecos de Melbourne, uma apresentação ao vivo com um balanço do que foi  discutido na 20ª Conferência Internacional de Aids.  
Na programação, o diretor Fábio Mesquita irá mostrar os principais pontos como também dialogará sobre participação brasileira, os destaques científicos da conferência, a incidência política do Brasil e os principais documentos lançados por lá.
Para assistir, acesse www.aids.gov.br/mediacenter
Para enviar a sua pergunta, escreva para informacoes@aids.gov.br
Eu, Pos. Vibe, mandei as seguintes perguntas:
1) Quando todos os brasileiros que fazem uso da combinação lamivudina, efavirenz e tenofovir terão a dose única combinada em um único comprimido?
2) Por quê nos estados do Rio Grande do Sul e Amazonas a dose única é oferecida apenas aos soropositivos diagnosticados a partir de julho de 2014?

3) Quando teremos no Brasil drogas mais potentes e modernas, como Dolutegravir? Afinal, se o objetivo é diagnosticar e tratar, é bem mais inteligente o fazer com medicamentos mais modernos e eficazes.

Se alguém tiver outras, mande também :-D